Harpic e banheiro
Objetivo 6: Água Limpa e Saneamento 

Como Nós Estamos Ajudando A Frear A Disseminação Da Covid-19

A #TOGETHERBAND se uniu à Harpic para ajudar a fornecer água às comunidades mais vulneráveis do mundo

POR EMMA ELMS
TRADUÇÃO: DANIEL AVELAR
19 DE NOVEMBRO DE 2020

Enquanto nós seguimos enfrentando uma das piores pandemias da história, a mensagem dos especialistas é clara: lavar as mãos com frequência é a melhor forma de você proteger a si mesmo e a sua família do vírus. Parece algo simples, mas e se você estiver entre os 10% de pessoas ao redor do mundo que não têm acesso à água limpa perto de casa? 

 

“Lavar as mãos é um dos métodos mais simples e efetivos que se tem para prevenir doenças”, diz Kelly Parsons, CEO nos Estados Unidos da ONG WaterAid. “É inaceitável que milhões de pessoas no mundo todo não tenham acesso a serviços básicos como água, saneamento e sabão para lavar as mãos. Nós podemos e devemos fazer mais para prevenir doenças e mortes”.

COVID-19 e a lavagem de mãos

Um estudo britânico publicado na plataforma acadêmica Wellcome Open Research analisou dados de 2006 a 2009 sobre vírus similares ao patógeno da COVID-19 (ele pertence a um grupo de vírus que normalmente causam doenças menos graves, como a gripe comum). Todos eles, incluída linhagem que provoca a COVID-19, podem ser neutralizados com sabão e água. Pesquisadores identificaram que os 1.663 participantes do estudo tinham muito menos risco de se infectar se lavassem as mãos ao menos seis vezes por dia.

 

A autora do estudo, Dr. Sarah Beale da University College London, confirma: “A boa higiene das mãos deve ser praticada sempre, independentemente de você estar com sintomas ou não. Isso vai ajudar a te proteger e a evitar que você passe o vírus sem querer para outras pessoas”. Como se sabe, muitas pessoas com coronavírus são assintomáticas, o que torna mais difícil detectar o contágio.


As autoridade de saúde da Inglaterra também dizem que lavar as mãos frequentemente por pelo menos 20 segundos é a forma mais eficaz de frear a disseminação do vírus, especialmente se você tiver passado pelo transporte coletivo ou qualquer espaço público, bem como após comer, cozinhar, tossir, espirrar ou assoar o nariz.

#TOGETHERLIVE é um show organizado pela #TOGETHERBAND e a Harpic, com apresentações do incrível Seu Jorge e convidados especiais. Estamos organizando essa atividade a fim de apoiar e arrecadar fundos para as pessoas que vivem sem acesso à higiene básica no Brasil. O show acontecerá em 12 de dezembro e você pode acompanhá-lo em togetherband.org. Participe!

A crise global da água

Ruas em São Paulo, Brasil

Ruas em São Paulo, Brasil

Mas isso não é uma opção para os 40% da população global que vivem em áreas com falta d’água, um dado da ONU que deve aumentar. O impacto da COVID-19 é consideravelmente pior para quem não tem água limpa a fim de manter uma boa higiene, especialmente aqueles que vivem em áreas densamente povoadas, como é o caso de muitos moradores de favelas no Brasil. Houve 5,5 milhões de casos de coronavírus até agora no Brasil e mais de 166 mil mortes, sendo um dos países mais afetados do mundo.


“Na China, o contágio [da COVID-19] dentro das residências foi um dos principais fatores responsáveis pela transmissão continuada do vírus”, disse à National Geographic a epidemiologista social Carolyn Cannuscio, do hospital da Universidade da Pensilvânia. “Em uma favela, se há muitas pessoas ocupando uma casa pequena, os riscos de transmissão domiciliar são incrivelmente altos”.

Você pode pegar COVID-19 em banheiros?

A maior ironia é que, mesmo ao buscar atendimento médico, as pessoas podem acabar colocando sua vida em risco. Um em cada cinco estabelecimentos de saúde no mundo (21%) não tem banheiros, e um em cada seis não tem estrutura para lavagem das mãos, segundo o Programa de Monitoramento Conjunto da UNICEF (agência da ONU para a infância) e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

 

A realidade chocante é que 55% das pessoas ao redor do mundo não têm acesso a um banheiro limpo e seguro em casa, segundo dados da OMS e da UNICEF. Em uma tentativa desesperada de controlar a pandemia, especialistas têm estudado todas as formas possíveis de contágio, incluído o risco de pegar COVID-19 por meio do contato com dejetos humanos.

Mãos com água de torneira

Fotografia: Shutterstock

Um estudo de abril identificou o vírus em amostras das fezes de dois terços dos pacientes com COVID-19. Os pesquisadores concluíram que a chamada “transmissão fecal-oral” pode ser um meio alternativo de se contrair o vírus. Mas, ainda que a OMS reconheça as evidências de que a COVID-19 pode provocar infecções estomacais e que o vírus pode ser encontrado nas fezes, a entidade diz que até agora não há relatos da transmissão fecal-oral do vírus.


Outro estudo, publicado em junho na China, gerou preocupação ao sugerir que o ato de dar descarga pode criar uma “nuvem” de partículas com coronavírus, disparadas em direção ao ar pelo turbilhão de água dentro da privada. Ou seja: quando uma pessoa infectada faz cocô, os germes inicialmente ficam na privada, mas então “o processo de descarga pode suspender o vírus para fora da privada e causar infecção cruzada entre as pessoas”, explica Ji-Xiang Wang, físico da Universidade Yangzhou, na China, e coautor do estudo, publicado na revista acadêmica Physics of Fluids.

 

Mas é importante lembrar que as evidências disponíveis até agora sugerem que você tem mais risco de pegar COVID-19 no contato direto ou indireto com pessoas infectadas por meio de suas secreções bucais ou nasais (seja encostando em uma superfície em que elas tocaram ou estando em contato próximo, como ficar a menos de um metro de distância enquanto elas falam, tossem e assim por diante).

A corrida para mudar vidas

Tendo em mente a importância vital da lavagem das mãos, a #TOGETHERBAND fez uma parceria com a marca de produtos de limpeza Harpic, que completa 100 anos neste ano. O nome da Harpic vem de seu criador, Harry Pickup, que viveu em North Yorkshire, na Inglaterra, e lançou o desinfetante de privadas Harpic na década de 1920. 

 

A marca tem uma longa história na luta para pôr fim à crise global de água e saneamento, descrevendo sua visão como um “mundo onde todos tenham acesso a um banheiro limpo e seguro”.

Doações de água da Harpic

Doações de água da Harpic

Em 2018, a Harpic lançou sua campanha “Mais Que Um Banheiro” em apoio à Water.org (uma organização sem fins lucrativos fundada pelo ator Matt Damon e pelo engenheiro Gary White). Para ajudar a mudar vidas, a empresa-mãe da Harpic doou US$ 1 milhão para o trabalho fundamental da Water.org.


A Harpic também fez uma parceria com a ONG Save The Children em uma grande campanha de quatro anos de duração para oferecer moradia e escolas em áreas rurais e urbanas na Índia, com estruturas de saneamento e água adequadas e de fácil gestão.

 

A Harpic tem feito um trabalho incrível para proteger as comunidades mais pobres do mundo da COVID-19. A Harpic recentemente distribuiu 450 toneladas de água engarrafada para meio milhão de pessoas no Brasil, além de 25 mil produtos de limpeza de banheiros e 75 mil máscaras de pano para reduzir o contágio da doença. Para continuar esse trabalho vital, a Harpic e a #TOGETHERBAND recentemente instalaram quatro postos de higienização em comunidades vulneráveis no Brasil, fornecendo acesso duradouro à água corrente e ajudando a mudar vidas no processo. 

 

Nosso objetivo é garantir que o máximo de pessoas possível tenham mãos limpas, casas limpas e água limpa. Então, nós estamos pedindo que você apoie nosso Compromisso pela Água Limpa e pelo Saneamento a fim de providenciar os meios tão necessários para fazer o nosso trabalho acontecer.

Voluntários da Cruz Vermelha distribuem garrafas de água doadas pela Harpic

Doações de água da Harpic

O custo fatal da má higiene  

Obviamente, a COVID-19 não é o único resultado potencialmente letal da falta de estruturas adequadas de higiene. A má higiene tem ligação com a disseminação de várias doenças, incluída a diarreia (que pode ser fatal em crianças pequenas e pessoas vulneráveis). Com efeito, mais de 800 mil pessoas morrem todos os anos no mundo devido a doenças ligadas à água e ao saneamento, segundo dados da OMS. Ter água, saneamento e higiene melhores pode ajudar a evitar as mortes de 297 mil crianças com menos de cinco anos todo ano no mundo, de acordo com a OMS.